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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Mexe e remexe na tributária que nunca sai

Vera Magalhães

A reforma tributária do governo voltou várias casas no tabuleiro com a decisão de Jair Bolsonaro de enterrar a ideia de um imposto sobre pagamentos nos moldes da antiga CPMF. Agora a equipe econômica estuda meios de desonerar a folha de pagamento sem isso. A nova especulação, segundo o Estadão, é que o time de Paulo Guedes pode desistir de rever as alíquotas do Imposto de Renda da Pessoa Física, outra cogitação que havia na proposta em três pilares esboçada na pasta, sobre a qual escrevi nesta coluna.

O ministro da Economia, Paulo Guedes.

O ministro da Economia, Paulo Guedes. Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O fato é que a reforma do governo desandou sem a CP. Era ela a grande esperança de Guedes para aumentar a arrecadação de forma rápida, simples e abrangente. O tal imposto “feio”, mas potente. O fato de que não havia uma proposta a colocar no lugar quando este pilar ruiu mostra que ela era mais central do que se imaginava.

Com isso, o governo vai a reboque do Congresso na discussão de uma reforma que é ainda mais complexa que a da Previdência. Mas como Câmara e Senado também resolveram pisar no freio das reformas para se dedicar a questões paroquiais dos políticos, como a mudança nas regras de uso do fundo partidário para liberar geral, a tributária vai ficando, de novo, para as calendas.