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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Militares com o Sínodo Amazônia na mira

Vera Magalhães

Enquanto Jair Bolsonaro se ajoelha para ser consagrado por Edir Macedo e estreita os laços com os evangélicos, os ruídos entre o governo e a Igreja Católica se agravam com a aproximação e os preparativos para o Sínodo Amazônia, que ocorre em outubro. Desta vez foi o general Eduardo Villas Bôas, um dos mais respeitados no Exército e mais próximos ao presidente, que apontou viés político no encontro.

General Eduardo Villas Bôas, ex-comandante do Exercito Brasileiro, no QG do Exército em Brasilia

General Eduardo Villas Bôas. Foto: Daniel Teixeira/Estadão

Ao Estadão, Villas Boas criticou os bispos por “escaparem” para questões ambientais. Ele negou que os bispos sejam considerados “inimigos da Pátria”, como se queixaram em carta aberta na semana passada, mas afirmou que utilizam “dados equivocados” para analisar a questão amazônica. “Estamos preocupados, sim, com o que pode sair de lá, no relatório final, com as suas deliberações. E, depois, como tudo isso vai chegar à opinião pública internacional porque, certamente, vai ser explorado pelos ambientalistas. Agora, que fique claro: não vamos admitir interferência em questões internas do nosso País”, declarou.