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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Militares incomodados com participação de Bolsonaro em ato

Equipe BR Político

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A participação do presidente Jair Bolsonaro em manifestações que pediam intervenção militar no domingo, 19, Dia do Exército, incomodou, além de políticos e membros do Judiciário, também a cúpula militar. O mais grave para generais foi o local em que ocorreu o protesto: em frente ao Quartel General do Exército, informa o Estadão

O presidente Jair Bolsonaro discursando durante a manifestação no domingo

O presidente Jair Bolsonaro discursando durante a manifestação no domingo Foto: Gabriela Biló/Estadão

“Em frente ao QG, no dia do Exército, tem uma simbologia dupla muito forte. Não foi bom porque as Forças Armadas estão cuidando apenas das suas missões constitucionais, sem interferir em questões políticas”, disse um dos oficiais ao jornal. Segundo eles, a presença de Bolsonaro em frente ao quartel teve outra gravidade simbólica: pela Constituição, o presidente da República é também o comandante em chefe das Forças Armadas. Apesar do desconforto, os generais minimizaram a gravidade do ato, dizendo que “não é a primeira vez” que acontece uma manifestação em frente a um quartel e, se pegar as gravações, o presidente não é visto atacando ninguém, mas falando de liberdade e de emprego. A reportagem que relata o desconforto da cúpula militar com as ações do fim de semana do presidente ouviu sete oficiais-generais, cinco do Exército, um da Aeronáutica e um da Marinha. De acordo com os oficiais Bolsonaro os deixou em uma “saia-justa”, já que chefes militares não podem se pronunciar. 

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