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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Militares mais próximos do INSS?

Equipe BR Político

Depois de o Tribunal de Contas da União (TCU) indicar que barraria a contratação exclusiva de militares para trabalhar na força-tarefa que será formada para reduzir a fila do INSS, o presidente Jair Bolsonaro afirmou, nesta quinta-feira, 23, que o decreto que prevê a contratação dos militares passa por ajustes junto ao tribunal.

Fachada do INSS

Presidente afirmou que decreto deve sair esta semana Foto: Werther Santana/Estadão

Antes de embarcar para a Índia, o presidente disse que a publicação do decreto deve ocorrer ainda esta semana. “Eu já assinei um decreto. Ontem eu mandei não publicar. Está faltando um pequeno ajuste junto com o TCU. Se o TCU der o sinal verde, publica com a minha assinatura. Caso contrário, publica amanhã com a assinatura do Mourão”, disse o presidente na saída do Palácio da Alvorada.

Nesta quinta, Bolsonaro afirmou que decidiu pelo convite aos militares da reserva porque é uma opção que exige menos burocracia e, na visão dele, envolve menos direitos trabalhistas.

“Por que militar da reserva? Porque a legislação garante. Se você contratar civis, para mandar embora é… entra na Justiça, direito trabalhista. Complica o negócio. Militar é fácil. Eu contrato hoje e demito amanhã sem problema nenhum. Problema zero. Essa é a facilidade. E o pessoal está clamando por aposentadoria. Não é privilegiar o militar. Até porque não é convocação, é um convite. É a facilidade que nós temos nesse tipo de mão de obra”, justificou o Bolsonaro.

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