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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Militares no INSS têm 48% de aprovação

Equipe BR Político

A contratação emergencial de militares da reserva para ajudar numa força-tarefa de regularização da concessão de benefícios do INSS conta com a aprovação de 48% da população, e só é rejeitada por 30%. É o que mostra pesquisa feita pelo Ideia Big Data especialmente para o BRPolítico.

O percentual é igual ao dos que aprovam a maior participação dos militares no governo de uma maneira geral. Nessa questão, 31% se disseram contrários ao maior protagonismo das Forças Armadas na administração.

A convocação dos militares para ajudar a reduzir as filas de atendimento no INSS provocou controvérsia, inclusive com o Tribunal de Contas da União, que alertou sobre a ilegalidade de que ela fosse feita por meio de contratação temporária, pois seria inconstitucional restringir essa contratação a militares.

Por isso, a ideia agora é convocar os militares da reserva para atuar nas agências do INSS. “O TCU está dizendo que (o governo) está rompendo princípio da impessoalidade, ao você direcionar a contratação exclusivamente para o grupo militar, direciona porque é mais barato. Agora, existem formas de fazer sem colocar isso como um rompimento da impessoalidade. O Ministério da Defesa convoca e cede. E não colocar diretamente sob as mãos do INSS. Mas isso está sendo estudado pelo pessoal da área jurídica”, disse o presidente em exercício, Hamilton Mourão, na última quinta-feira.

A pesquisa do Ideia ainda mostrou que a ideia da convocação foi criticada inclusive nos meios militares, que disseram que fazer o atendimento no INSS não é atribuição da classe. Questionados a esse respeito, os entrevistados pelo instituto se dividiram: 41% concordam que esta não é tarefa dos militares, e o mesmo percentual avalia que sim, militares podem desempenhar essa função.

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