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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Ministério da Saúde ‘contraria’ recomendações de Bolsonaro

Gustavo Zucchi

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O Ministério da Saúde desmentia parte das últimas declarações de Jair Bolsonaro sobre o coronavírus. Claro que sem citar o presidente. Por exemplo, quando questionado sobre a defesa da manutenção dos cultos religiosos, feita por Bolsonaro em entrevista ao Programa do Ratinho, o secretário-executivo do ministro da Saúde, João Gabbardo disse que a recomendação é que não ocorram aglomerações. “Isso não significa fechar a igreja. Ela pode permanecer aberta para alguém ir lá rezar”, disse.

Falou também sobre a “esperança” dada pelo presidente do surgimento de um remédio. No caso, o cloroquina, cuja produção será aumentada por ordem do atual ocupante do Palácio do Planalto. O secretário disse que está sendo estabelecido um protocolo para os testes, em uma fala mais amena da feita pelo presidente. “Não será para casos leves, mas sim em casos graves, pela equipe do hospital. Se mostrando eficaz no tratamento da Covid-19, faremos alteração em bulas. Mas o aumento da produção de cloroquina e hidroxicloroquina vem em boa hora. Mesmo que não sirva para a Covid-19, vamos continuar usando para o tratamento de outras doenças”, completou.