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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Ministério da Saúde cria pacote de restrições conflitante com propostas de Bolsonaro

Equipe BR Político

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Na contramão das ideias de afrouxamento das medidas de combate ao coronavírus defendidas pelo presidente Jair Bolsonaro, o Ministério da Saúde elaborou um documento de recomendações para os gestores do SUS de todo o País, ao qual o Estadão teve acesso, com medidas restritivas no atual contexto de pandemia da covid-19 para os próximos três meses. Os técnicos responsáveis pelo documento, por outro lado, consideram que devem sofrer represálias por endurecer as normas em meio ao discurso do presidente pela volta à normalidade no Brasil, a fim de retomar atividades econômicas, informa a reportagem. Veja algumas das propostas abaixo:

  • previsão de criação de cerca de 20 mil leitos de internação para atender a demanda dos infectados no próximo mês;
  • contratação de trabalhadores informais serem contratados como promotores de saúde nos próximos 3 meses para orientar pessoas na rua, identificar idosos que estão fora do isolamento para enviá-los para casa, além de atuar na limpeza de superfícies;
  • proibição de qualquer evento de aglomeração (shows, cultos, futebol, cinema e teatros);
  • fechamento de escolas e universidades a partir do dia 6 de abril.

O pacote em combinação com as propostas de Bolsonaro pelo afrouxamento da quarentena tem potencial ainda mais de indispor entes municipais e estaduais com o Palácio do Planalto. Na coletiva de sábado, 28, o ministro Luiz Henrique Mandetta destacou a importância da ética de preservação da vida que guia os profissionais da medicina.

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