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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Ex-Ibama aponta ‘baixíssima’ execução no Ministério do Meio Ambiente

Equipe BR Político

Suely Araújo, ex-presidente do Ibama, comentou a queda nos gastos das principais atividades do Ministério do Meio Ambiente (MMA) sob o comando de Ricardo Salles. “Problemas no início da gestão são esperados, mas não a baixíssima execução nas ações finais”, disse, em entrevista ao Estadão.

Ricardo Salles, ministro do Meio Ambiente

Ricardo Salles, ministro do Meio Ambiente. Foto: Gilberto Soares/MMA

Dados do orçamento da pasta mostram diminuição acentuada nos gastos em planejamento de políticas e gerenciamento – as chamadas ações finais – durante os primeiros oito meses do governo Bolsonaro. Até o dia 6 de agosto, o ministério reservou $ 1,17 milhão para esse fim. Para comparação, no ano passado, o valor empenhado na mesma finalidade foi R$ 35,6 milhões.

Se continuar nesse ritmo, o MMA caminha para ter o menor valor empenhado nos principais objetivos da pasta dos últimos quatro anos.

Uma das ações previstas, políticas de prevenção e controle do desmatamento estavam autorizadas a receber R$ 253 mil neste ano e, até o momento, obtiveram R$ 19,1 mil. Em 2018, essas ações tiveram um empenho de quase R$ 176 mil.

Ao Estadão, o ministério informou que houve redução no orçamento de R$ 25 milhões para R$8 milhões, por conta de “emendas coletivas que não se confirmaram”. Acrescentaram que  o “valor a ser empenhado até o final do ano está previsto nos editais, que estarão concluídos e disponíveis em setembro e outubro”.