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por Marcelo de Moraes

Ministério Público cobra explicação do Ibama por recolher brigadistas 

Equipe BR Político

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O Ministério Público Federal deu ao presidente do Ibama, Eduardo Fortunato Bim, 48 horas para justificar a decisão de recolher os brigadistas que atuavam no combate a incêndios na Amazônia e no Pantanal por falta de recursos. A decisão foi tomada pelo chefe do instituto e pelo ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, na noite da quarta-feira, 21, quando a Pasta suspendeu todas as operações de combate a incêndios no País. 

Agente do Ibama ajuda no combate as queimadas que atingem a Amazônia

Agente do Ibama ajuda no combate as queimadas que atingem a Amazônia Foto: João Laet / AFP

A força-tarefa Amazônia do MP questionou no documento também quais medidas serão adotadas para conter o avanço das queimadas caso a motivação para a retirada dos brigadistas seja orçamentária, em qual prazo, a fim de que sejam retomadas as ações de combate ao fogo, em especial na Amazônia, e qual a previsão para restabelecimento integral das ações. 

Nesta sexta, 23, o Ibama determinou o retorno das atividades dos 1.400 agentes de combate a incêndio depois de uma promessa do Ministério da Economia de enviar verba à Pasta do Meio Ambiente. Segundo Salles, a liberação será de cerca de R$ 60 milhões. O Instituto, junto com o ICMBio, acumulava dívidas de cerca de R$ 25 milhões, incluindo atrasos no pagamento de fornecedores e prestadores de serviços.