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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Ministro da Defesa exalta ditadura

Equipe BR Político

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O Ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, chamou o golpe militar de 1964 de “marco para a democracia brasileira” em um comunicado na segunda, 30. “Os países que cederam às promessas de sonhos utópicos ainda lutam para recuperar a liberdade, a prosperidade, as desigualdades e a civilidade que rege as nações livres. O Movimento de 1964 é um marco para a democracia brasileira. Muito mais pelo que evitou”, escreveu Azevedo e Silva. Seu chefe, um ex-capitão das Forças Armadas, propôs comemorações da data nos quartéis, polêmica que repercutiu em ações no Poder Judiciário contra a proposta, bem como já exaltou um dos vários torturadores do regime militar na tribuna da Câmara dos Deputados diante de centenas de parlamentares. Ontem, o general Eduardo Villas Boas, uma espécie de divã de Jair Bolsonaro, publicou ontem em sua conta no Twitter elogios ao ex-capital no combate ao coronavírus. Segundo seu entendimento, o presidente “não tem outra motivação que não o bem estar (sic) do povo e o futuro do País”, e que suas posturas mostram “coragem e perseverança nas próprias convicções”.

O minsitro da Defesa, Fernando Azevedo

O minsitro da Defesa, Fernando Azevedo Foto: Dida Sampaio/Estadão