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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Ministro da Defesa: ‘Milícias surgiram da boa intenção’

Equipe BR Político

Questionado sobre a atuação criminosa das milícias no Rio de Janeiro pelo deputado Carlos Zarattini (PT-SP), o ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, resgatou a benevolência social em relação aos grupos paramilitares nos anos 1980, lembrando que eles surgiram da “boa intenção de proteger a comunidade”, mas após ser interrompido pela deputada Talíria Petrone (PSOL-RJ), questionando o deferimento, admitiu que os grupos paramilitares são hoje “bandos armados”, durante debate na Comissão de de Relações Exteriores da Câmara, nesta manhã de quarta, 10.

Na resposta, o ex-chefe do Estado Maior do Exército, e também ex-assessor do ministro Dias Toffoli, afirmou que os militares fizeram sua parte, mas o Estado não. “Foi assinado um convênio com o governo do Estado: ‘os militares ficam, mas vão ser colocadas tantas UPPs, escolas, os policiais militares vão nos acompanhar nas operações’. Nós cumprimos a parte do convênio, o Estado não fez a parte dele. Nós saímos e voltou tudo”, disse o general sobre a ocupação das Forças Armadas no Conjunto de Favelas da Maré, no Rio, em 2014. Ele, no entanto, disse que não estava fazendo uma “crítica (ao governo de Luiz Fernando Pezão), mas uma contastação”.

 

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