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por Marcelo de Moraes

Ministro da Justiça defende que cristãos possam ‘discordar’ da homossexualidade

Equipe BR Político

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O ministro da Justiça e Segurança Pública, André Mendonça, usou o Twitter na noite de quinta-feira, 3, para defender que “com base em suas convicções religiosas”, os cristãos possam discordar e questionar o “homossexualismo” (sic). Já citado pelo presidente Jair Bolsonaro como “terrivelmente evangélico”, Mendonça fez o comentário ao defender a cantora gospel e pastora Ana Paula Valadão, que nesta semana se tornou alvo de uma investigação do Ministério Público Federal por declarações consideradas homofóbicas, feitas em 2016.

O ministro André Mendonça. Foto: Dida Sampaio/Estadão

“Respeito os homossexuais. Aliás, respeito é um princípio cristão!”, iniciou Mendonça. E seguiu: “Contudo, isso não significa que o cristão deva concordar ou não possa questionar o homossexualismo com base em suas convicções religiosas. O próprio STF assim reconheceu. Os direitos às liberdades de expressão e religiosa são inalienáveis!!!”, escreveu.

Nos comentários, o ministro usou a palavra “homossexualismo”, que remete à doença e há 30 anos já foi retirada da Classificação de Doenças pela Organização Mundial de Saúde.

Em 2016, durante um evento, a cantora gospel afirmou que uma relação homossexual “não é normal” e associou a união homoafetiva a Aids. “A Bíblia chama de qualquer opção contrária ao que Deus determinou, de pecado. E o pecado tem uma consequência que é a morte”, disse a cantora. “Está aí a Aids para mostrar que a união sexual entre dois homens causa uma enfermidade que leva à morte e contamina as mulheres, enfim… Não é o ideal de Deus”, completou.

Por fim, Mendonça escreveu: “Por isso não aceito o processo de perseguição a que está sendo submetida a cantora e evangelista Ana Paula Valadão. Espero que a Justiça garanta os direitos desta cidadã brasileira, assim como tem garantido os direitos à liberdade de expressão de quem pensa em sentido contrário”, concluiu o ministro da Justiça.