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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Ministro não vê ‘pertinência’ em reduzir uso de açúcar

Equipe BR Político

O chanceler Ernesto Araújo, que participa em Paris de uma reunião da OCDE, deu como exemplo de afinidade com os europeus, especialmente com a Itália, a posição do Brasil de não participar de campanhas que condenem o uso de açúcar em alimentos. “Todos os países europeus têm falado a importância estratégica do acordo (da União Europeia com o Mercosul). A Itália, por exemplo, com um setor agroalimentar importantíssimo dentro da economia italiana. Nos fóruns multilaterais, onde há certas tendências a condenar o uso de alimentos com açúcar, (um) tipo de coisa que tanto a indústria italiana quanto a nossa têm interesse para que não prospere. Não consideramos que isso seja algo pertinente”, adiantou o ministro nesta tarde de quinta, 23.

Na gestão anterior, o Ministério da Saúde assinou um acordo com a indústria de alimentos para redução do consumo de 144 mil toneladas de açúcar até 2022. Pelas tratativas, os bolos prontos, por exemplo, teriam redução de 32,4% do produto; misturas para bolos, 46,1%; bebidas açucaradas, 33,8%; produtos lácteos, 53,9%; achocolatados, 10,5%; e biscoitos, 62,4,%. A própria pasta estimou, em novembro do ano passado, que o brasileiro consome cerca de 80 gramas de açúcar por dia, contra 25 gramas recomendadas pela Organização Mundial da Saúde, o equivalente a até 10% do total das calorias diárias. A Federação Mundial de Obesidade calcula que, em 2025, o Brasil terá 11,3 milhões de crianças obesas. Além da obesidade, o consumo excessivo de açúcar está associado a diabetes, pressão alta e doenças de fígado.

 

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