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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Ministros ‘tocadores’ x ‘combatentes’

Vera Magalhães

Na minha coluna desta quarta-feira no Estadão, mostro que surge, após um ano de governo de Jair Bolsonaro, uma nova divisão informal de ministros: os “tocadores”, ou operacionais, que são aqueles cujas pastas têm entregas concretas a mostrar e cujas políticas são implementadas, e os “combatentes”, que se seguram nos cargos devido à lealdade a Bolsonaro e a disposição de empreender a “guerrilha” contra seus inimigos — reais ou imaginários.

Foto: Gabriela Biló/Estadão

Ministros da primeira ala, que inclui militares, técnicos e políticos, aconselharam Bolsonaro a demitir Abraham Weintraub (Educação), Ricardo Salles (Meio Ambiente) e Onyx Lorenzoni (Casa Civil). Bolsonaro chegou a ser convencido a tirar Weintraub, mas mudou de ideia diante do “combate” (daí o apelido do grupo) que ele trava com “inimigos” do presidente.

Um ministro dá o código da lógica bolsonarista: quanto mais a imprensa bater, mais Bolsonaro fortalecerá o grupo, ainda que haja problemas concretos. O temor dos ministros do outro lado é de que o desastre seja debitado depois na conta reeleitoral de Bolsonaro.

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