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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Momentos surreais em debates viralizam em ‘eleição dos likes’

Gustavo Zucchi

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As redes sociais nessa sexta-feira, 13, estão em polvorosa com os “melhores piores momentos” dos debates eleitorais realizados pelo País, os últimos antes do primeiro turno das eleições. Tudo graças aos candidatos, que na ânsia de “lacrar” proporcionaram momentos burlescos de norte a sul. E, de quebra, fazem questão de compartilhar os momentos na internet. Em São Paulo, por exemplo, a “cantoria” de Joice Hasselmann (PSL) é um dos vídeos mais compartilhados no Twitter desde a noite de quinta-feira.

Ainda no debate paulista, outro momento que chamou a atenção foi a resposta de Jilmar Tatto (PT) para Celso Russomanno (Republicanos), lembrando os fiascos eleitorais do deputado federal nos últimos dois pleitos municipais.

https://twitter.com/BCPolitica/status/1327090114565115905o

A ânsia em ganhar na “eleição dos likes” na internet pode ser vista ao longo de toda a campanha. O BRP, em seu Instagram, criou o bloco “Pandemônio”, para mostrar justamente a ânsia de viralizar, de virar famoso na internet mesmo que seja passando vergonha. No debate da TV Cultura, o próprio Guilherme Boulos (PSOL) reclamou da postura de Arthur do Val (Patriota) de insistentemente tentar “lacrar” enquanto provocava outros candidatos.

Os vídeos constrangedores se espalham pelo país. Outro momento surreal aconteceu em Porto Alegre, onde o candidato Pros à prefeitura de Porto Alegre, Rodrigo Maroni (PROS), cantou a música tema do desenho animado He-Man como sua consideração final. Maroni no debate da Band já havia protagonizado um momento bizarro que serviu para viralizar na internet.

Em Itu, no interior de São Paulo, houve troca de acusações de assédio, com Reginaldo Carlota (PTB) afirmando que o atual prefeito e candidato à reeleição, Guilherme Gazzola (PL), o chamou para “tomar um vinho e comer um peixe em um motel”. Para completar o circo, candidatos se chamaram de “feios”.

Em 2016, quando candidatos engraçadinhos já utilizavam as redes sociais, o Brasil teve 32,5% de votos brancos, nulos e de abstenções. Praticamente um terço do eleitorado preferiu não votar em ninguém. Um desafio dos candidatos neste ano de pandemia é, justamente, utilizar o pouco tempo de campanha para convencer o eleitor a sair de casa e votar. A sensação, entretanto, é que existem postulantes às prefeituras mais interessados em “likes” e “curtidas” do que em propostas e votos.

 

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