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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Moraes fala em obrigação implacável de combater o racismo

Equipe BR Político

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O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moares, se manifestou nesta tarde de sexta, 20, contra o assassinato de João Alberto Silveira Freitas, de 40 anos, por dois homens brancos, um policial militar e um segurança privado, dentro de uma unidade do Carrefour, na noite de quinta, 19, em Porto Alegre. O estabelecimento afirma que o PM (brigada militar) era “um cliente”, mas estava trajado como os demais seguranças do supermercado.

“Na véspera do Dia da Consciência Negra, marcado pelo preconceito racial, o bárbaro homicídio praticado no Carrefour escancara a obrigação de sermos implacáveis no combate ao racismo estrutural, uma das piores chagas da sociedade. Minha solidariedade à família de João Alberto”, escreveu o ministro.

De acordo com a delegada Roberta Bertoldo, da 2ª Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa de Porto Alegre, os dois homens, que estão presos, se mantiveram em silêncio durante seus depoimentos, segundo afirmou à rádio CBN. Todas as testemunhas do caso serão intimadas pela polícia.

Quanto à responsabilização do Carrefour, a delegada afirmou tratar-se de responsabilidade civil, não sendo da seara da polícia. Ela disse ainda que a polícia não tem indicativo de que a cor da pele foi decisiva para o assassinato.

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