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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Moraes vê ‘associação criminosa’ no chamado ‘gabinete do ódio’

Equipe BR Político

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), definiu como “associação criminosa” o grupo conhecido como “gabinete do ódio”, como é chamado um núcleo de assessores que tem forte influência sobre o presidente Jair Bolsonaro e suas redes sociais, em sua decisão que autorizou o cumprimento de mandados de busca e apreensão no âmbito do inquérito das fake news que tramita no STF.

O minsitro do STF Alexandre de Moraes

O minsitro do STF Alexandre de Moraes Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF

“As provas colhidas e os laudos periciais apresentados nestes autos apontam para a real possibilidade de existência de uma associação criminosa, denominada nos depoimentos dos parlamentares como ‘Gabinete do Ódio’, dedicada a disseminação de notícias falsas, ataques ofensivos a diversas pessoas, às autoridades e às Instituições, dentre elas o Supremo Tribunal Federal, com flagrante conteúdo de ódio, subversão da ordem e incentivo à quebra da normalidade institucional e democrática”, escreveu Moraes.

Como você leu mais cedo aqui no BRP, o inquérito das fake news era uma das preocupações de Jair Bolsonaro para justificar sua obsessão por interferir no comando da Polícia Federal.

Em mensagem para Sérgio Moro em 23 de abril, dia seguinte da reunião ministerial em que advertiu para a necessidade de trocas na PF para evitar operações em cima de familiares e amigos seus, Bolsonaro mandou para Moro, por WhatsApp, uma nota do site O Antagonista segundo a qual 10 de 12 deputados bolsonaristas seriam alvo do inquérito conduzido por Alexandre de Moraes. “Mais um motivo para troca”, escreveu Bolsonaro.

Moro lembrou que o inquérito corria em sigilo no STF e que a equipe da PF designada para atuar nele respondia diretamente ao ministro.