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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Moro agora é contra federalizar caso Marielle

Equipe BR Político

O ministro Sérgio Moro não acredita mais que os assassinatos da ex-vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes devam ser investigados por autoridades federais. Na entrevista ao programa Roda Viva na noite de segunda, 20, o titular da Justiça afirmou que mudou de ideia porque se sensibilizou com os argumentos de familiares da ex-parlamentar. “(Os familiares) Levantaram, de uma forma não muito justa, que a ideia de federalizar era para que o governo federal, de alguma forma, obstruísse as investigações, o que era falso. Foi o próprio governo federal, com a investigação na Polícia Federal, que possibilitou que a investigação tomasse o rumo correto”, disse ele.

Moro afirmou que o governo federal é o primeiro a querer desvendar o caso. “O presidente sempre apoiou, sempre entendeu que isso deveria ser investigado. Houve essa investigação da PF (sobre obstrução) e nunca houve qualquer interferência indevida por parte do presidente. Nunca houve qualquer afirmação ‘não faça isso, não faça aquilo’, sempre se trabalhou para que os fatos fossem, da melhor maneira, elucidado (…) O governo é o maior interessado em elucidar esse crime”, concluiu o ministro”, acrescentou.

Para o presidente Jair Bolsonaro, é o governador do Rio, Wilson Witzel, seu adversário político, o responsável pelo vazamento do depoimento de um porteiro do condomínio onde tem casa, na Barra da Tijuca, que mencionou seu nome no caso. Em documento sigiloso obtido pelo Estadão, o ministro defende prestigiar o entendimento dos familiares de Marielle, que são contrários à transferência do caso.