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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Moro defende operações da PF contra Witzel e bolsonaristas

Equipe BR Político

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Na esteira das recentes operações da Polícia Federal que atingiram políticos pró e contra o governo, o ex-ministro da Justiça Sérgio Moro defendeu nesta quarta-feira, 27, a autonomia da corporação. “A Polícia Federal tem que trabalhar com autonomia. Que sejam apurados os supostos crimes no RJ e também identificados os autores da rede de fake news e de ofensas em massa”, publicou Moro no Twitter. Ontem, sua afilhada de casamento, a deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP), adiantou que poderiam ocorrer novas operações policiais “nos próximos meses” contra governadores. Atualmente, em razão de Moro ter revelado mensagens trocadas com ela para sustentar suas acusações de que o presidente Jair Bolsonaro teria interferido politicamente na PF, as relações entre os dois ex-aliados estão estremecidas.

O ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sérgio Moro

O ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sérgio Moro Foto: Eraldo Peres/AP

Na postagem, Moro citou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que expediu 29 mandados de busca e apreensão para a ação da PF realizada hoje no âmbito do processo das fake news.

“Diante das denúncias de interferência na PF, o Min. (Ministro) Alexandre (de Moraes, do STF) manteve os delegados que estavam na investigação”, escreveu o ex-juiz da Lava-Jato. Junto à mensagem, Moro compartilhou novamente a imagem, divulgada ao Jornal Nacional, em que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) defende a troca do então diretor-geral da PF Marcelo Valeixo, por causa de investigações que envolviam a propagação de fake news contra ministros do STF por parlamentares bolsonaristas.

Entre os alvos da operação de hoje estão apoiadores de Jair Bolsonaro como o presidente do PTB e ex-deputado envolvido no Mensalão, Roberto Jefferson, os deputados estaduais do PSL de São Paulo, Gil Diniz e Douglas Garcia, além de pessoas próximas ao presidente como o empresário e dono das lojas Havan, Luciano Hang, o blogueiro Allan dos Santos, do site Terça Livre e a ativista bolsonarista Sara Winter.

Os deputados federais Bia Kicis (PSL-DF), Carla Zambelli (PSL-SP), Junio Amaral (PSL-MG), Daniel Silveira (PSL-RJ) e Filipe Barros (PSL-PR), todos aliados do presidente Bolsonaro, foram intimados a depor.