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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Moro defende STF e descarta ‘poder tutelar’ das Forças Armadas

Vera Magalhães

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Em sua coluna de estreia na revista Crusoé, nesta sexta-feira, 19, o ex-ministro da Justiça e ex-juiz Sérgio Moro se preocupa em separar a Lava Jato, da qual é o principal expoente, de atos antidemocráticos que já ocorriam no auge da operação e se intensificaram nos últimos meses, período que coincide com sua crise com Jair Bolsonaro e posterior saída do governo.

O ex-ministro da Justiça, Sérgio Moro. Foto: Gabriela Biló/Estadão

Moro ressalta a atribuição constitucional das Forças Armadas, faz um histórico de seu papel desde a redemocratização e se coloca contra a ideia de que pode haver uma intervenção militar “constitucional”, algo regularmente ventilado por apoiadores de Bolsonaro e vocalizado até por setores dos militares, sobretudo os da reserva.

O ex-ministro faz esse arrazoado para apontar o papel do Supremo Tribunal Federal no momento do País e defender que sua atuação tem sido, sim, legítima e amparada pela Constituição. Para Moro, “invocar um suposto poder tutelar” das Forças Armadas “para que o chefe do Executivo possa se sobrepor aos outros Poderes não é consistente com a nossa Constituição”.

 

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