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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Moro e Bolsonaro em ‘convergência absoluta’

Equipe BR Político

O ministro da Justiça e da Segurança Pública, Sérgio Moro, afirmou nesta quinta-feira, 13, que a sua atuação no combate à criminalidade e à corrupção não é “uma espécie de justiça vingativa”. “Quando eu fui convidado pelo Jair Bolsonaro para assumir o ministério da Justiça e Segurança Pública, houve uma convergência absoluta no que se refere às minhas intenções e às dele, de que o objetivo seria sermos firmes contra o crime organizado, corrupção e a criminalidade violenta. Para deixar tudo muito claro, tanto a minha visão quanto a do presidente, não é fazer isso por uma espécie de justiça vingativa, embora fazer justiça seja importante. Não evidentemente vingança”, disse. Ele participou hoje do lançamento do pacto nacional pela implementação do sistema de garantias de direitos da Criança e do Adolescente vítima de violência, segundo o Broadcast Político.

Sem citar diretamente as denúncias de que teria atuado junto aos procuradores da força-tarefa da Lava Jato, sugerindo que houvesse a inversão da ordem de operações e dando pistas de investigações, segundo publicação do site The Intercept Brasil, Moro afirmou que sua atuação tem o objetivo “de proteger as pessoas e melhorar a qualidade de vida delas”. “E no âmbito dessas políticas o mais importante seja trabalhar com crianças e adolescentes que fazem parte dos extratos mais vulneráveis na nossa sociedade”, completou. O presidente do STF, Dias Toffoli, também participou do evento. Ao lado de Moro, ele afirmou que o ministro “participa ativamente desse trabalho tão importante de combater a violência em todas as esferas”. O STF julgará no dia 25 de junho se Moro foi parcial ao condenar o ex-presidente Lula no caso do triplex. A Corte decidirá se anula a decisão.