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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Moro e Freixo batem boca por causa de milícias

Equipe BR Político

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, partiu para o embate político na manhã desta quinta-feira, 13. Pelo Twitter, o ex-juiz reclamou da falta de apoio do PSOL às pautas relacionadas ao pacote anticrime.

Fotos: Ernesto Rodrigues/Estadão e Dida Sampaio/Estadão

“Não gosto deste jogo político. Mas verdades precisam ser ditas. No projeto de lei anticrime, propusemos que milícias fossem qualificadas expressamente como organizações criminosas. Propusemos várias outras medidas contra crime organizado. O Psol, de Freixo/Glauber, foi contra todas elas”, escreveu o ministro. Ontem, em audiência na Câmara, Moro foi chamado de “capanga de milícia” pelo deputado Glauber Braga (PSOL-RJ).

Apesar do comentário de Moro, na votação do pacote anticrime da Câmara, em dezembro do ano passado, a bancada do PSOL se dividiu em relação à questão: foram 6 votos contra a proposta, incluindo o de Braga, e 3, entre eles o do deputado Marcelo Freixo (RJ), em favor do pacote.

Freixo logo usou a rede social para publicar sua réplica. “Enquanto seu chefe elogiava as milícias, eu fiz uma CPI para enfrentá-las. Milícia só foi tipificada como crime por causa da CPI. Você mente para tentar tirar o foco da relação do seu patrão com milicianos. Faz isso não que é feio… Você é ministro e deveria se comportar como tal”, escreveu o deputado.

O relatório final da CPI das milícias pediu o indiciamento de 225 políticos, policiais, agentes penitenciários, bombeiros e civis. Também foram apresentadas 58 propostas para enfrentar as milícias cariocas.