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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Datafolha: Moro em alta

Equipe BR Político

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, não se tornou o superministro que fora anunciado; viu seu pacote anticrime ficar longe do primeiro plano do governo; foi criticado por um possível acordo que teria feito com o presidente Jair Bolsonaro para ser indicado ao STF; protagonizou suposta troca de mensagens suspeitas no caso da Vaza Jato; recebeu diversas cotoveladas do chefe sobre quem teria poder e competência para mudar a superintendência da PF e, ainda assim, depois de tanta fritura, segue com a popularidade mais alta do que a do presidente da República, de acordo com o Datafolha divulgado nesta quinta-feira, 5.

O ministro da Justiça Sergio Moro, que manteve sua popularidade em última pesquisa Datafolha

Foto: Sergio LIMA/AFP

Segundo o levantamento, Moro é conhecido por 94% dos entrevistados, a taxa mais alta na Esplanada. Dentre os que afirmam conhecê-lo, 54% avaliam sua gestão como ótima ou boa. Outros 24% a consideram regular, e 20%, ruim ou péssima —2% não responderam. Em comparação, são 29% os entrevistados pelo Datafolha que aprovam o governo Bolsonaro, 30% os que o consideram regular e 38% os que avaliam como ruim ou péssimo (2% não responderam).

A avaliação de Moro se manteve intacta, com variação dentro da margem de erro (2% para mais ou para menos), desde o último Datafolha, em julho. Naquele mês, eram 55% os que consideravam sua gestão boa ou ótima, 21% avaliavam como regular e outros 21% como ruim ou péssima (3% não responderam). Em agosto, o Datafolha ouviu 2.878 pessoas em 175 municípios de todas as regiões do país. O nível de confiança é de 95%.

A estratégia de Bolsonaro de tentar desqualificar o instituto de pesquisa talvez tenha explicação na psicanálise, pois é mais fácil desmerecer aquilo que nos atinge a reconhecer os erros que custam caro. E isso indica, por exemplo, que em uma possível disputa eleitoral entre Moro e Bolsonaro em 2022, aquele que apresentar menor desgaste no acumulado desde 2019, tem mais chances de vencer. E se o governo continuar sendo conduzido como foi nesses primeiros oito meses, fica mais fácil prever quem ficará com o maior desgaste.

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