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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Moro libera Fiocruz, mas sem assinatura do governo

Equipe BR Político

O Ministério da Justiça optou por autorizar a publicação do 3º Levantamento Nacional sobre o Uso de Drogas pela População Brasileira, conduzida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), após o Ministério da Cidadania promover seu engavetamento pelo fato de o estudo não ter confirmado a existência de uma “epidemia da droga”. A pasta do ministro Sérgio Moro, no entanto, exige que a instituição não associe o governo federal ao levantamento, já que a Secretaria Nacional de Política sobre Drogas (Senad), ligada ao ministério, concluiu que a Fiocruz não cumpriu devidamente com o edital para a elaboração da pesquisa, o que a entidade contesta veementemente. Por isso, a fundação acionou a Câmara de Conciliação e Arbitragem da Advocacia-Geral da União, que não se pronunciou. Sem a chancela do governo, a Fiocruz pode se ver na posição de devolver os R$ 7 milhões pagos pela pesquisa.

Já o titular da Cidadania, Osmar Terra, bate na tecla da “epidemia da droga” há meses. Em março, ele assinou 217 novos contratos com comunidades terapêuticas, muitas delas ligadas a instituições religiosas, para tratamento de dependentes químicos, ao custo de R$ 153,7 milhões. Um dos pontos do trabalho dessas comunidades criticados por profissionais em política de drogas é a defesa que fazem de tratamentos focados na abstinência, comparados a “cárceres privados”.

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