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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Moro reconhece ‘descuido’ ao sugerir testemunha por app

Equipe BR Político

Depois de citar o Código de Processo Penal em entrevista ao Estadão para justificar a sugestão que dá ao procurador da República Deltan Dallagnol para que a força-tarefa interrogasse uma testemunha no caso do ex-presidente Lula, conforme divulgado pelo site The Intercept Brasil, o ministro Sérgio Moro afirmou nesta sexta, 14, em evento sobre segurança da Copa América, que foi um “descuido”. “Aquele episódio é o simples repasse de uma notícia-crime. Na 13.ª Vara Criminal (onde atuava), recebíamos várias dessas por dia. Eu recebi aquela informação e, assim, vamos dizer, foi até um descuido meu, apenas passei por aplicativo”, disse ele, conforme registrou a rádio CBN.

Ao Estadão, Moro declarou: “A mensagem que diz que é mais delicada em relação a mim, o que é? É uma notícia-crime. Alguém informa que tem informações relevantes sobre crimes e eu repasso para o Ministério Público. Isso está previsto expressamente no Código de Processo Penal, artigo 40, e também no artigo 7 da Lei de Ação Civil Pública diz que “quando o juiz tiver conhecimento de fatos que podem constituir crime ou improbidade administrativa ele comunica o Ministério Público”. Basicamente é isso, eu recebi e repassei. Porque eu não posso fazer essa investigação”.

 

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