Imagem da Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Moro termina o ano engolindo mais sapo

Vera Magalhães

Exclusivo para assinantes

A relação vaivém entre Jair Bolsonaro e Sérgio Moro foi uma das tônicas do ano e marca também uma das últimas medidas do presidente, que sancionou o pacote anticrime aprovado pelo Congresso sem acatar as sugestões de vetos do ministro da Justiça. A sanção veio como “presente” de Natal para Moro: aquele que você abre, dá um sorriso amarelo fingindo ter gostado, mas em seguida pensa pelo que vai trocar.

Bolsonaro sancionou, por exemplo, a criação da figura do juiz de garantias, e o dispositivo que impede o juiz de proferir sentença ou acórdão caso ele tenha considerado alguma prova do processo inadmissível. Parecer formulado pelo Ministério da Justiça, a AGU e a CGU recomendava vetos a 38 itens, entre artigos, parágrafos e incisos. Bolsonaro só acatou 4 integralmente.

Na noite de Natal, o presidente foi ao Twitter justificar a decisão de não seguir as recomendações de vetos. Disse que não se pode sempre contrariar o Congresso, que ainda poderia derrubar os vetos. Afirmou que houve avanços e parabenizou Moro.