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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Morre Gustavo Bebianno, de infarto, aos 56 anos

Vera Magalhães

O ex-secretário-geral da Presidência Gustavo Bebianno morreu nesta madrugada, aos 56 anos, em seu sítio em Teresópolis. Segundo o filho João Candido Bebianno, que o socorreu, o pai teve um infarto e chegou a ser socorrido no hospital da cidade serrana do Rio, mas não resistiu.

Na semana passada, ele teve a candidatura à Prefeitura do Rio de Janeiro lançada pelo PSDB, partido ao qual se filiou depois de romper com Jair Bolsonaro e deixar o PSL, do qual chegou a ser presidente nacional durante a campanha presidencial.

Bebianno vinha fazendo críticas ao presidente, à sua família e ao governo desde que foi demitido do ministério, em abril do ano passado. Sua última entrevista foi ao Roda Viva, da TV Cultura, ocasião em que reforçou a acusação de que uma das razões para que tivesse caído em desgraça no bolsonarismo foi o fato de ter freado o propósito de Carlos Bolsonaro de instalar uma “Abin paralela” no Palácio do Planalto. A partir das declarações do ex-ministro, a revista Crusoé produziu uma reportagem de capa a respeito do tema.

Antes de enveredar pela política como um dos principais coordenadores da campanha de Bolsonaro, Bebianno atuou, como advogado, em um dos principais escritórios do País, do criminalista Sergio Bermudes. Era faixa-preta em jíu-jitsu e conheceu Bolsonaro, de quem e tornou advogado, amigo e conselheiro, em 2017.

Em suas entrevistas posteriores à demissão, ainda demonstrava muita mágoa pela maneira como foi fritado e ofendido pelo presidente os filhos.

Também dizia ser alvo de ameaças anônimas graças às críticas e acusações que passou a fazer. Ele repetiu essa informação na última entrevista, no dia 2 deste mês.