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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Morte de João Alberto foi por asfixia; delegada diz não ver ‘cunho racial’

Equipe BR Político

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João Alberto Silveira Freitas, homem negro de 40 anos que foi assassinado na noite da quinta-feira, 19, por um segurança e um PM brancos em um supermercado Carrefour de Porto Alegre, pode ter morrido por asfixia, indica o primeiro resultado da necropsia realizada pela perícia na capital gaúcha. Se confirmada, a causa da morte será a mesma do norte-americano George Floyd.

A delegada responsável pelo caso, no entanto, afirmou não ver indícios de um caso de racismo. “Até este momento, não deslumbramos nada de cunho racial. Não temos nenhum indicativo por essa motivação”, disse.

Depois de colher os primeiros depoimentos, a delegada Roberta Bertoldo, da 2ª Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa recebeu, os médicos legistas para elucidar as causas da morte. O homem foi também imobilizado, durante as agressões, com um joelho de um dos agressores nas costas. “O maior indicativo da necropsia é de que ele foi morto por asfixia, pois ele ficou no chão enquanto os dois seguranças pressionavam e comprimiam o corpo de João Alberto dificultando a respiração dele. Ele não conseguia mais fazer o movimento para respirar”, informou. A informação preliminar de que João Alberto teria sofrido um ataque cardíaco enquanto era agredido pelos vigilantes não pôde ser constatada pela perícia.

Dois seguranças terceirizados do Carrefour, Giovane Gaspar da Silva, policial militar temporário, e Magno Braz Borges foram presos e serão indiciados por homicídio triplamente qualificado – por motivo fútil, asfixia e recurso que impossibilitou a defesa da vítima.

A delegada adiantou que outros envolvidos estão sendo investigados por omissão de socorro. “Duas ou mais pessoas podem ser implicadas por não terem impedido que as agressões continuassem. Foi uma ação completamente desproporcional e atípica para pessoas que exercerem essa atividade”, disse.