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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Mourão: Bolsonaro é mais ‘físico’ que ‘intelectual’

Equipe BR Político

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Em evidência no debate público desde que o presidente Jair Bolsonaro entrou em isolamento no Palácio da Alvorada por ter contraído coronavírus, o vice-presidente Hamilton Mourão, em uma de suas falas sobre o governo, afirmou que Bolsonaro é muito mais “físico” do que “intelectual”. “Ele foi muito mais político do que militar. Encerrou a carreira no posto de capitão, onde você é muito mais físico do que intelectual. Quando você muda da parte do físico para o intelectual, ele não viveu esse momento da carreira militar”, disse em entrevista à Globonews na noite da terça, 14. 

O vice-presidente Hamilton Mourão

O vice-presidente Hamilton Mourão Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

A fala do vice ocorreu em uma análise sua sobre a presença de militares no governo na esteira das rusgas entre o ministro Gilmar Mendes e representantes das Forças Armadas. O ministro do Supremo abriu mais uma crise institucional no fim de semana ao criticar a inundação de militares no Ministério da Saúde durante a pandemia e afirmar que o Exército estaria se associando a um “genocídio”.

Mourão, que foi um dos que cobraram uma retratação de Gilmar pela fala, tentou reforçar que, apesar da grande presença de militares no governo, não haveria influência das Forças Armadas na política ou vice-e-versa. “Nós que estamos no governo sempre deixamos muito claro essa separação. Nós não queremos trazer as Forças efetivamente para dentro do governo, nós não queremos a política dentro do quartel”, disse, ressaltando que agora que o ministro da Secretaria de Governo, General Ramos, irá para a reserva, não haverá mais nenhum militar da ativa no Planalto. 

Permanência de Pazuello

Uma das críticas recorrentes à presença de Eduardo Pazuello como interino no Ministério da Saúde é, além da falta de especialização, já que o general não é da área da saúde, o fato de que ele é um militar da ativa. Mourão minimizou o fato e afirmou que “tudo indica” que Bolsonaro vai substituí-lo “em um momento próximo.” Segundo ele, o caso do general Ramos foi o mais “emblemático” pelo cargo que ocupa ser de caráter mais político. “Já o caso do Pazuello é diferente. Ele é interino, já está há dois meses no cargo, tudo indica que em um momento próximo o presidente vai substituí-lo”, disse.

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