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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Mourão: cloroquina não tem ‘estudo consistente’

Vera Magalhães

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O vice-presidente Hamilton Mourão procurou se esquivar de defender ou criticar Jair Bolsonaro pela apologia que o presidente tem feito do uso da cloroquina e da hidroxicloroquina para o tratamento de covid-19, durante entrevista no Webinário do Estadão.

Webinário do Estadão com o vice-presidente Hamilton Mourão

Webinário do Estadão com o vice-presidente Hamilton Mourão Foto: Reprodução/Estadão

Ele disse que como ainda não há “estudo consistente” a respeito da eficácia do uso desses medicamentos, e se está no “calor do momento”, a discussão sobre o uso dos remédios acaba ficando exacerbada. Ele disse que há “hospitais usando e outros que não estão usando”, e que se eles puderem ajudar a salvar 15% de pacientes “muito graves”, que sem esses remédios morreriam, já será válido.

Ele afirmou que quando atuou em Angola pelo Exército tomou uma variante da cloroquina para evitar malária, mas que muita gente não podia usar pelos efeitos adversos. “Eu tomava com uísque e aí ficava bem”, brincou.

Mourão também evitou tomar partido na briga entre Bolsonaro e o ministro Luiz Henrique Mandetta. Mas fez uma crítica à entrevista concedida por Mandetta no último domingo ao Fantástico. Segundo ele, ali Mandetta “cruzou a linha da bola”, uma falta grave no jogo de pólo, do qual ele é praticante.