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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

‘Críticas a Salles não estão sendo justas’, diz Mourão

Equipe BR Político

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O vice-presidente Hamilton Mourão saiu em defesa do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, que tem sido pressionado pelos resultados dos índices de desmatamento e por críticas à sua gestão na Pasta, em coletiva sobre a reunião do governo com investidores estrangeiros nesta quinta-feira, 9. Mourão afirmou que as críticas ao ministro “não estão sendo justas”. 

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, participa de audiência pública na Câmara

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles Foto: José Cruz/Agência Brasil

O presidente Jair Bolsonaro tem recebido pressões pela troca do chefe da Pasta do Meio Ambiente, intensificadas nesta semana, em que o Ministério Público Federal entrou com uma ação pelo afastamento do ministro. “Salles tem a confiança total do presidente Bolsonaro e a minha também”, defendeu o vice.

Mourão, que também está à frente de uma iniciativa de combate ao desmatamento pelo Conselho da Amazônia, com a operação militar Verde Brasil 2, tem tentado tranquilizar os investidores quando ao assunto, que ressoa no ambiente internacional. “A ideia é que até 2022, dentro do governo do presidente Jair Bolsonaro, vamos pouco a pouco ‘arrinconando’ esses que cometem ilegalidades para chegar a um número de desmatamento aceitável”, disse, além de ressaltar que o Brasil tem 84% da Floresta Amazônica preservada e não precisa derrubar “nem uma árvore a mais”. A operação que Mourão lidera também sofreu danos à imagem com a notícia, nesta semana, de que na reta final do seu prazo, apenas 0,7% do orçamento previsto foi executado.

O vice-presidente afirmou que foram retomadas conversas com dois grandes doadores do Fundo Amazônia, Noruega e Alemanha, e o Brasil aguarda uma resposta em relação às ações apresentadas para combate ao desmatamento. Nos últimos dias, o governo tem reunido esforços para passar a imagem de que está sensível à pauta para mitigar os efeitos negativos na percepção dos investidores. “Uma vez que consigamos apresentar dados consistentes, os recursos serão novamente abertos a projetos para a Amazônia. Não há prazo, mas nossa visão é que, conseguindo apresentar no segundo semestre um resultado positivo em relação às queimadas, podemos dizer que estamos cumprindo nossa parte, agora podem cumprir a de vocês”, disse.