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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Mourão diplomático, na medida do possível

Equipe BR Político

O vice-presidente da República, general Hamilton Mourão, adotou um tom diplomático ao comentar as eleições presidenciais argentinas, mas seguiu a “linha dura” do governo ao falar sobre o presidente francês, Emmanuel Macron. Sobre as eleições presidenciais no país vizinho, Mourão comentou que, apesar de o governo brasileiro apoiar o candidato Mauricio Macri, os indícios são muito fortes de que a vitória “irá pro lado lá do Fernandéz e da (ex-presidente argentina) Cristina Kirchner”, que é de esquerda.

“A Argentina é nosso terceiro parceiro comercial, então nós temos que manter essa ligação”, disse o vice-presidente. A declaração tem um tom bem mais moderado do que as do presidente Jair Bolsonaro, que disse temer uma situação política semelhante à da Venezuela, caso a chapa de Kirchner vença. Já com relação a Macron, Mourão concordou com Bolsonaro e insinuou que as críticas do francês escondem interesses comerciais. “O presidente francês enfrenta problemas internos, o acordo Mercosul-UE atinge produtores franceses, é a nossa agricultura chegando na União Europeia. É um gigante avançando”, disse nesta sexta-feira, 30. Sobre a ajuda financeira oferecida por Macron para combater os incêndios na Amazônia, Mourão disse que o governo não aceitará “ingerências” como essa, mas que vai buscar equilíbrio nas relações. Diplomático, na medida do possível.

Ainda sobre o exterior, Mourão disse hoje que irá para Londres no dia 7 de setembro, a pedido de Bolsonaro, para estreitar relações com o “novo governo” britânico. Ele não deu detalhes de qual será agenda nem se ela envolveria um possível encontro com com o novo primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson.

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