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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Mourão diz que todo ‘processo de vacina sofre avanços e recuos’

Equipe BR Político

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Um dia depois de a Anvisa determinar a suspensão dos testes com a vacina chinesa Coronavac, o vice-presidente Hamilton Mourão minimizou nesta terça-feira, 10, a decisão e evitou comentar as declarações do presidente Jair Bolsonaro em comemoração à medida.

“Todo e qualquer processo de vacina sofre avanços e recuos. Vamos lembrar que aquela outra vacina de Oxford também teve testagem interrompida quando houve um óbito entre as pessoas que eram do grupo submetido a esse teste. É o mesmo procedimento com essa (Coronavac)”, disse mais cedo.

Mourão defendeu que seja estudado o “evento adverso” de suposto óbito no âmbito dos estudos do imunizante chinês, que motivou a decisão da Anvisa. “Até porque de acordo com os dados disponíveis, a pessoa não estava com covid. Tem que ver o que aconteceu”, acrescentou.

De acordo com fontes do governo de São Paulo ouvidas pelo Estadão, suicídio foi a causa provável da morte do voluntário da vacina Coronavac. A informação foi confirmada também por outras pessoas familiarizadas com o caso. A morte ocorrida durante a fase três dos ensaios clínicos foi o motivo que levou a agência a suspender os testes. De acordo com o governo do Estado, é “impossível” que o fato esteja relacionado com a vacina.

O vice-presidente também foi questionado sobre a postura de Bolsonaro em considerar a decisão da Anvisa como uma vitória sua sobre o governador de São Paulo João Doria (PSDB), que defende a vacina e é rival político do chefe do Executivo. “Vou responder como já respondi algumas vezes para vocês. Eu sou vice-presidente do presidente Bolsonaro, não me compete comentar as declarações dele.”