Imagem da Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Mourão diz que volta da CPMF deve ser discutida ‘sem preconceito’

Equipe BR Político

Exclusivo para assinantes

O vice-presidente Hamilton Mourão defendeu nesta segunda-feira, 13, a proposta que vem sendo chamada de “nova CPMF” e insistiu que ela deva ser discutida junto à reforma tributária no Congresso, apesar dos avisos do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, de que não pautará o tema. “Esse assunto tem que ser discutido sem preconceitos e o local dessa discussão é o Congresso” afirmou em live da Genial Investimentos.

O vice-presidente, Hamilton Mourão, em live nesta segunda

O vice-presidente, Hamilton Mourão, em live nesta segunda Foto: Reprodução/Genial Investimentos

O ministro da Economia, Paulo Guedes, vem insistindo na criação de um imposto sobre transações, que nega ser uma CPMF disfarçada, mas tem sido vista com maus olhos aos contrários ao imposto.

“A nossa proposta que vinha sendo costurada no ano passado até a saída do Marcos Cintra é aquela proposta do IVA dual, e aí entrava a questão do imposto sobre transações financeiras que parece ser o ‘grande satã’ da reforma tributária, ninguém quer falar disso aí. Mas tem vários deputados e senadores que defendem a questão que também é defendida por uma série de empresas aqui no Brasil”, disse Mourão. 

Questionado, o vice afirmou que, mesmo com a posição contrária do presidente Jair Bolsonaro ao imposto, acredita que a questão ser levada.”O Congresso é o Rio Amazonas onde correm todos os afluentes e lá vamos discutir esse assunto, mas sem preconceitos”, disse. Além da oposição de Maia, no domingo, o presidente do DEM, Antonio Carlos Magalhães Neto, afirmou que caso a discussão chegue ao Congresso, as bancadas da sigla na Câmara e no Senado serão oposição à proposta. 

Volta do Pró-Brasil

O vice-presidente afirmou que tem acompanhado as discussões do comitê do governo sobre o projeto de investimentos e que um plano “mais robusto” deve ser divulgado em cerca de um mês. O Pró-Brasil foi anunciado inicialmente no fim de abril e levou críticas principalmente dos defensores do equilíbrio fiscal, incluindo o próprio chefe da pasta da Economia, Paulo Guedes, por não deixar claro as fontes de recurso para os investimentos. 

Mourão adiantou que haverá um “espaço” de até R$ 30 bilhões “que o Estado tem condições de investir em projetos que realmente parem em pé, gerem emprego e renda e sirvam para alavancar”, disse. “O grande carro do pró-Brasil é a área ligada ao portfólio da PPI que a gente estima uns R$ 350 bilhões em investimento em infraestrutura com um retorno de maior qualidade para o investidor privado”, completou.