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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Mourão vê ‘retomada da narrativa’ como objetivo do Conselho da Amazônia

Gustavo Zucchi

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O vice-presidente Hamilton Mourão, responsável por coordenar o Conselho da Amazônia, quer o grupo trabalhando pela “retomada da narrativa” sobre a preservação da floresta. Em videoconferência com empresários goianos na tarde desta terça-feira, 16, Mourão destacou que “um dos objetivos” é justamente “enfrentar os mitos que são criados” que colocam o governo como inerte diante do desmatamento e de queimadas na região.

“Perdemos o discurso, o domínio da narrativa no ano passado. A primeira coisa que temos que reconhecer é que existem erros. Mas dizer que nós estamos atuando, que o governo não está se omitindo. E quando falo em governo falo em todos os níveis. Assim como os produtores brasileiros não se omitem de ter a sua produção certificada, de forma quando ingressar no mercado internacional serem plenamente aceitos”, afirmou o vice-presidente.

Segundo dados do próprio Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o desmatamento consolidado da Amazônia em 2019, primeiro ano do governo de Jair Bolsonaro, foi de 10.129 km². Uma alta de 34,41% em relação aos 12 meses anteriores. Entre agosto de 2017 e o mesmo mês de 2018, o desmatamento foi de 7.536 km². Foi a maior taxa de desmatamento desde 2008.

“Como estamos travando essa luta. Por meio de entrevistas com a imprensa nacional e internacional. Conversas com embaixadores, especialmente da União Europeia, me reuni com todos os embaixadores da UE exatamente para falar sobre isso. Conversas em particular com embaixadores da Alemanha e da Noruega, que são os grandes financiadores do Fundo Amazônia. Mais o do Reino Unido que também quer aderir. E todas as oportunidades possíveis lançar essa visão do que realmente ocorre.”

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