Imagem da Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

por Marcelo de Moraes

Movimento anti-recesso em Brasília?

Cassia Miranda

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Após um ano de muita paralisia e atrasos na agenda causados pela pandemia do novo coronavírus, surgiu em Brasília, no último fim de semana, o que parece ser um movimento anti-recesso. Trata-se de uma tentativa de compensar urgências da pauta no Judiciário e Legislativo que ficaram de lado ao longo do ano.

Até agora, pelo menos quatro ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) se recusaram a sair de férias e decidiram manter os trabalhos nas próximas semanas. Na Corte, no entanto, isso não é tão simples, pois ocorre que, na prática, há um esvaziamento dos poderes do presidente da Corte, Luiz Fux, responsável pelo plantão.

Marco Aurélio Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Alexandre de Moraes já comunicaram à presidência do STF que vão seguir despachando durante o recesso.

A medida foi bem vista pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que parabenizou os ministros pela decisão. Na semana passada, em resposta ao senador Renan Calheiros (MDB-AL), Maia já havia afirmado que é favorável ao trabalho dos congressistas em janeiro.

“Continuo defendendo que o Congresso deveria trabalhar no mês de janeiro e organizar uma pauta com o governo. A pandemia e a situação econômica do país exige um esforço maior de todos nós”, escreveu Maia, ontem, no Twitter.

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