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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Movimentos de ‘renovação’ em xeque no Congresso

Equipe BR Político

Custeados por doações privadas, os ditos movimentos de renovação da política, como RenovaBR, Agora!, Acredito, Livres, MBL ou Rede de Ação Política pela Sustentabilidade (Raps), têm sido questionados por líderes partidários do Congresso. O deputado Fausto Pinato(PP-SP), por exemplo, questiona a licitude da atividade desses movimentos no Tribunal Superior Eleitoral, informa o Estadão. Ele pergunta se os grupos podem receber doações de instituições privadas e formar candidatos. “Se essas fundações podem receber doações, por que os partidos não podem?”. Presidente do Solidariedade, o deputado Paulinho da Força (SP) também considera que os movimentos de renovação política promovem uma cortina de fumaça para burlar a lei eleitoral e incentivar a infidelidade partidária. “Agem como partidos paralelos. Pregam a destruição dos partidos”, afirmou.

O parlamentar diz ter apoio de mais 11 líderes partidários para formular um projeto de lei que limite doações a esses grupos. “Quem doa são pessoas físicas com interesses claros.” A proposta em elaboração estabelece doação de no máximo de dez salários mínimos por ano.

Juntos, esses movimentos informam ter orçamento de R$ 29,6 milhões, superando os repasses anuais do Fundo Partidário a partidos como PSOL, Podemos, SD e Novo. O MBL não divulgou seus dados.

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