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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

MP apura rotatividade de funcionários no gabinete de Bolsonaro na Câmara

Equipe BR Político

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A Procuradoria-Geral da República determinou nesta quarta, 16, a abertura de uma notícia de fato (apuração preliminar) para apurar a movimentação de funcionários no gabinete do presidente Jair Bolsonaro na época em que ele era deputado federal. O chefe do Planalto não é investigado no caso.

Bolsonaro em seu gabinete de deputado federal: atrás, as fotos dos cinco presidentes militares. Foto: Igo Estrela/Estadão

A Folha mostrou em julho que um terço dos 100 funcionários que passaram pelo gabinete de Bolsonaro, entre 1991 e 2018, eram exonerados e recontratados na sequência. Alguns passaram a ter salários até quadruplicados na recontratação. Um caso famoso é o de Walderice Santos da Conceição, conhecida como Wal do Açaí, que passou por 26 alterações de cargos no gabinete, entre 2003 e 2018. Prática conhecida de outros gabinetes na Câmara, a rotatividade salarial buscava o recebimento da rescisão contratual dos funcionários, com 13º salário e férias.

O procurador-geral da República, Augusto Aras, comunicou ao STF sobre a abertura do procedimento investigatório porque “na eventualidade de surgirem indícios suficientes de uma possível prática ilícita pelo representado serão adotadas as medidas cabíveis junto a essa Corte suprema”.

Como você já leu aqui no BRP, os filhos do presidente, Flávio e Carlos, são investigados por suspeitas da prática de rachadinhas em seus gabinetes.

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