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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

MP-RJ investiga Carlos por uso de ‘funcionários fantasmas’

Equipe BR Político

O Ministério Público do Rio abriu dois processos para investigar suspeita de “rachadinha” no gabinete do vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ), filho do presidente Jair Bolsonaro. A prática consiste em contratar funcionários “fantasmas” e repartir o salário que eles recebem. O MP do RJ abriu uma investigação criminal, que será tocada pelo procurador-geral de Justiça, Eduardo Gussem, e um outro processo na esfera cível, por suposta improbidade administrativa. 

O vereador Carlos Bolsonaro (PSC) durante sessão na Câmara do Rio

O vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ). Foto: Wilton Junior/Estadão

A suspeita é de que a “rachadinha” teria ocorrido quando Carlos empregou parentes de sua madrasta, Ana Cristina Valle, ex-mulher do presidente Bolsonaro. Segundo a revista Época, dos sete parentes empregados, dois admitiram nunca terem trabalhado para o vereador. Em outros casos, os parentes empregados no gabinete não têm registro de presença na Câmara Municipal do Rio nem emitiram seus crachás de funcionários. O irmão de Carlos, o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), também é suspeito de praticar “rachadinha” no período em que foi deputado estadual.

Procurado por meio de seu chefe de gabinete, Carlos Bolsonaro não respondeu à revista Época. Na semana passada, Carlos pediu ao presidente da Câmara do Rio, Jorge Felippe (MDB), uma licença administrativa não remunerada para tratar de “assuntos pessoais”, sem dar mais detalhes. A licença pode ter duração máxima de 120 dias.