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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

MP-RJ vê organização criminosa em gabinete de Flávio

Equipe BR Político

O MP-RJ identificou indícios de uma “organização criminosa com alto grau de permanência e estabilidade” no gabinete do então deputado estadual Flávio Bolsonaro, hoje senador pelo PSL-RJ, na Alerj. Segundo o MP trata-se de um grupo voltada para cometer crimes de peculato (desvio de dinheiro público). Segundo o MP, a organização agia desde 2007. Os promotores também identificaram supostos indícios de que a quadrilha tinha a participação de “dezenas de assessores” e considerou, no entanto, não ser “crível a insinuação da defesa de que a liderança da organização criminosa” caberia ao ex-motorista de Flávio na Alerj, Fabrício Queiroz, “um assessor subalterno, que teria agido sem conhecimento de seus superiores hierárquicos durante tantos anos”.

Também considerou frágil a defesa apresentada pelo ex-assessor, que alegou recolher os salários para redistribuí-los e contratar mais gente, sem conhecimento de Flávio. O parlamentar e seu assessor são alvos de Procedimento Investigatório Criminal do MP do Rio, assim como a mulher de Queiroz, Marcia Aguiar, e as filhas do ex-motorista, Evelyn e Nathalia. Os promotores identificaram no caso indícios da prática conhecida como “rachadinha”. “Rachid” ou “esquema dos gafanhotos” – repasse irregular de salários dos assessores a seus superiores. Viram ainda sinais da contratação de funcionários fantasma e também do crime de “lavagem de dinheiro”, em depósitos fracionados em contas, segundo o Broadacst Político.