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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

MPF pede que PF investigue atos com fogos contra STF

Equipe BR Político

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Na reação mais forte de domingo, 14, o Ministério Público Federal (MPF) enviou um pedido de inquérito à Polícia Federal para investigar a manifestação em que grupo pró-governo lançou fogos de artifício contra o prédio do Supremo Tribunal Federal (STF), no último sábado, 13.

Manifestantes pró-governo lançam fogos de artifício contra prédio do STF. Foto: Reprodução/Youtube

Em nota, o Ministério Público cita que “os atos podem ser enquadrados na Lei de Segurança Nacional, nos crimes contra a honra, além da Lei de Crimes Ambientais por abranger a sede do STF, situada em área tombada como Patrimônio Histórico Federal”.

De acordo com o MPF, deve ser feita perícia no local para apurar se houve danos e identificar os responsáveis. O procedimento tramita em regime de urgência e “sob caráter reservado por questões relacionadas à inteligência das informações”.

Após o envio de abertura de inquérito, o procedimento será distribuído para um ofício criminal e outro de atuação relacionada ao patrimônio histórico e cultural da Procuradoria da República do Distrito Federal, informou o Broadcast Político.

STF reage

Ainda na tarde de ontem, o ministro Alexandre de Moraes também se manifestou contra os ataques. Pelo Twitter, o magistrado afirmou que a Corte “jamais se curvará ante agressões covardes”. Na sequência, o presidente do STF, Dias Toffoli, também reagiu e “O Supremo jamais se sujeitará, como não se sujeitou em toda a sua história, a nenhum tipo de ameaça, seja velada, indireta ou direta e continuará cumprindo a sua missão”. Mais tarde, Toffoli ainda acionou órgãos de investigação para responsabilizar participantes do ataque ao prédio do STF. Ele pediu em ofício encaminha do à Polícia Federal, à Procuradoria-Geral da República, à Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal e ao ministro Alexandre de Moraes, que conduz o inquérito das fake news, que os participantes e financiadores do ato, citando inclusive “eventual organização criminosa”.

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