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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

MPRJ vai apurar acesso que levou à perda de prazo em investigação contra Flávio

Equipe BR Político

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O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) abriu uma sindicância interna para apurar quem acessou o sistema da procuradora de justiça Soraya Gaya e ativou a contagem do prazo de recurso no caso que investiga a prática de rachadinha no gabinete de Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) no período em que ele foi deputado estadual na Alerj. O acesso foi feito à revelia do MPRJ.

A sindicância vai levantar o histórico de acessos ao processo no sistema eletrônico. “No fim da tarde de sexta-feira, a procuradora de justiça Soraya Gaya encaminhou à chefia institucional um expediente solicitando a adoção de providências para elucidar quem teria acessado o sistema eletrônico que gerou a fruição do prazo para impetração dos recursos”, disse o MP, em nota.

Apoiadora da família Bolsonaro nas redes sociais, a procuradora chegou a dar decisões favoráveis à defesa de Flávio no caso das rachadinha, mas garantiu que não foi ela quem acessou o sistema eletrônico, gerando a fruição do prazo.

Entenda o caso

No fim de junho, o MPRJ anunciou que ia recorrer ao Supremo Tribunal Federal contra uma decisão do Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ) a favor do foro privilegiado para o caso de Flávio. Desembargadores da 3ª Câmara Criminal tinham reconhecido o foro privilegiado do senador, tirando o caso da 1ª instância e passando para a 2ª instância – o que mudou o juiz responsável pelo caso.

O MP, no entanto, interpôs o recurso em 20 de julho, três dias depois do prazo final, segundo a terceira vice-presidente do TJ Elisabete Filizzola Assunção. O prazo teria sido aberto em 3 de julho e terminado no dia 17.

Para tentar reverter a decisão que concedeu foro privilegiado ao senador, o MP do Rio depende agora do julgamento de uma reclamação feita ao STF logo depois do julgamento, informou o Broadcast Político.