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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

MPs do emprego já indicam fonte de pagamentos

Vera Magalhães

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O governo editou nesta quarta-feira as Medidas Provisórias 935 e 936, criando o Benefício Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda, que permite a suspensão temporária de salários e a redução de jornada de trabalho.

O senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) nota a diferença de tratamento entre essas MPs e o projeto que criou a Renda Básica Emergencial, que transfere de R$ 600 a R$ 1.200 para pessoas que não tenham vínculo empregatício nem um mínimo de renda pessoal ou familiar pelos próximos três meses. “Ótimo. O governo já provou que sabe ser desnecessário esperar uma PEC ou coisa parecida. Falta dizer por que não fez o mesmo pelo auxílio emergencial, que é justamente destinado aos mais humildes e ainda aguarda regulamentação e recursos. Quem tem fome tem pressa!”, disse o senador ao BRP.

Na quarta-feira chegou-se a discutir que a Câmara votaria finalmente uma Proposta de Emenda à Constituição para acabar com o impasse e permitir que o Ministério da Economia fizesse logo a transferência do auxílio, mas o dia terminou sem que essa negociação avançasse. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que saiu da sessão depois das 23h e não foi consultado sobre nenhum texto de PEC.