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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Mudança no cheque especial vai na contramão da agenda liberal

Equipe BR Político

A decisão do governo de fixar o limite de 8% ao mês para os juros do cheque especial causa estranheza porque vai na contramão da política liberal do ministro da Economia, Paulo Guedes. Por esse motivo é que o teto de 8% foi rejeitado pelos técnicos equipe econômica.

O voto de Guedes em favor da mudança é também um voto de confiança no presidente do BC, Roberto Campos Neto, que é defensor do tema. O presidente Jair Bolsonaro também é simpático a ele. Como você leu no BRP, a medida beneficia a faixa mais pobre da população.

Campos Neto avaliou que a medida está madura diante da resistência dos bancos em acelerar o processo de queda dos juros dos empréstimos bancários, mesmo com os juros básicos em patamares historicamente baixos.

O bastidor da reunião do Conselho Monetário Nacional (CNM) que decidiu pela mudança foi marcado por muita pressão de parlamentares, como mostra a jornalista Adriana Fernandes, no Estadão. O senador Eduardo Braga (MDB-AM) ameaçava aprovar uma regulamentação impondo “goela” abaixo do Banco Central (BC) e do governo medidas ainda mais radicais, inclusive no mercado de cartões de crédito.