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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Muita briga e pouca lição

Equipe BR Político

Em sua coluna nesta terça-feira no Estadão Eliane Cantanhêde pontua que, depois de se indispor com a França, Jair Bolsonaro cria uma briga com a Argentina, terceiro maior parceiro comercial do Brasil. Independentemente de quem tenha começado as agressões mútuas, observa ela, é uma briga em que nenhum dos dois países tem nada a ganhar, dada a interdependência que têm e a força de ambos no continente.

Ela faz um histórico das “ondas” políticas e econômicas que varrem a América do Sul desde as ditaduras dos anos 1960 e 1970, com alternância de fases de predomínio da direita e da esquerda, mas nota que o continente tem dificuldade de superar polarizações redutoras, que não enfrentam a multiplicidade de problemas dos países. “Há uma polarização em que ninguém tem razão, ninguém ganha, todos perdem. Assim como o Brasil não enxerga vida além de Lula e Bolsonaro, o subcontinente se digladia entre uma esquerda populista e oportunista e uma direita mesquinha, atrasada, reacionária. Que tal tentar equilibrar responsabilidade fiscal com inclusão social? Rigor com generosidade? Deveres para os poderosos e direitos para os mais desvalidos?”, escreve.