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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Na Alesp, CPI da Furp pode respingar em relatoria do Orçamento do Estado

Equipe BR Político

A derrota do relatório do deputado Alex de Madureira (PSD) na CPI da Furp, por 6 a 1, pode lhe custar a relatoria do Orçamento de 2020 do Estado de São Paulo. A comissão investiga supostos recebimentos de propina na estatal paulista Fundação para o Remédio Popular (Furp), durante gestões do PSDB.

No lugar do texto do relator, a CPI aprovou um relatório que recomenda abertura de inquérito contra o ex-secretário estadual de Saúde Giovanni Guido Cerri (2011-2013), e o encerramento da parceria público-privada (PPP) entre a Furp e a empresa CPM (controlada pela farmacêutica EMS, grupo do qual Cerri se tornou sócio três anos após desembarcar do governo), que teria causado prejuízo de R$ 56 milhões aos cofres públicos. Como informa o Estadão, Madureira não incluiu o nome de Guido Cerri no relatório final, e ignorou uma série de recomendações feitas por seus colegas em sub-relatórios preliminares. A base dos tucanos tentava impedir a menção ao nome de Cerri no relatório final do colegiado.

Agora, o deputado que vinha sendo cotado para ser o relator do Orçamento de 2020 do Estado de São Paulo, pode perder a relatoria após a derrota na CPI da Furp. Madureira foi o único a votar a favor do próprio relatório, que recebeu um voto contrário até do deputado tucano Cezar (PSDB).

Como você leu aqui no BRP, foram elaborados três sub-relatórios para a comissão, que deveriam ser condensados por Madureira em um único texto. Os sub-relatores foram os deputados Danilo Balas (PSL), Beth Sahão (PT) e Thiago Auricchio (PL). Sahão recomendou que o Ministério Público investigasse os ex-governadores José Serra (PSDB) e Geraldo Alckmin (PSDB) por “ação ou omissão”. Já Balas sugeria que o MP denunciasse, por suposto falso testemunho, o ex-superintendente da estatal Flávio Francisco Vormittag e o ex-funcionário Ricardo Mahfuz. A sugestão de cancelar a parceria PPP com a CPM, adotada pelo relatório final, veio do texto do deputado Auricchio.

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