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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Não fomos nós que falamos em fechar o Supremo, rebate Lula

Equipe BR Político

O ex-presidente Lula discorda frontalmente daqueles que o aconselham a ter cuidado para não “tumultuar o ambiente político” no atual contexto em que sua soltura reforçou a polarização entre a extrema-direita e a esquerda da qual é o principal representante. Na abertura do 7º Congresso Nacional do PT, na noite de sexta, 22, o petista afirmou que vai, sim, polarizar com o atual governo por ser, segundo ele, responsável por “rasgar” direitos trabalhistas, reduzir o valor do salário mínimo, trazer de volta “o flagelo da fome”, destruir o meio ambiente, atacar mulheres, negros e indígenas. “Nós não somos oposição. Somos oposição e meia aos inimigos da educação, da cultura, da ciência e da tecnologia. Nós não aceitamos mais censura, tortura, AI-5 e perseguição a adversários políticos”, acrescentou na Casa de Portugal, em palco com a cúpula do PT.

Segundo Lula, “um pouco de radicalismo faz bem à nossa alma”. O radicalismo do outro é o fato de terem defendido o fechamento do Supremo com um cabo e um soldado. “Não fomos nós que falamos em fechar o Congresso, muito menos o Supremo, com um cabo e um soldado (…) Não fomos nós que pedimos anulação do pleito só para desgastar o partido vencedor; que sabotamos a economia do país para forçar um impeachment sem crime; que sustentamos uma farsa judicial e midiática para tirar do páreo o candidato líder nas pesquisas. Não fomos nós os responsáveis, ativos ou omissos, pela eleição de um candidato que tem ojeriza à democracia; que foi poupado de enfrentar o debate de propostas, que montou uma indústria de mentiras com dinheiro sujo, sob a complacência da mesma Justiça Eleitoral.”

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