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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

‘Não podemos ter ideologia no combate à fome’

Equipe BR Político

“Não se combate a fome dizendo que ela não existe”, afirma o ex-diretor-geral da FAO, José Graziano. A agência é um dos braços da ONU no combate à fome e à pobreza. O comentário é uma crítica ao que disse o presidente Jair Bolsonaro, na semana passada, de que é “uma grande mentira” que pessoas passam fome no Brasil. Em entrevista ao Estadão, o engenheiro agrônomo completa: “Tem que ter uma política ativa de combate à fome, tem que ser parte das preocupações centrais. Não estou falando apenas do governo federal, não. Também dos governos estaduais, sociedade civil, setor privado. Ninguém se beneficia com a fome. O único número aceitável é zero”.

Segundo Graziano, a região de origem de Bolsonaro, o Vale do Ribeira, é um dos “grandes bolsões de fome no Estado de São Paulo”. Na avaliação do ex-chefe da FAO, os programas sociais de transferência de renda têm papel fundamental na diminuição da fome no mundo, porque atualmente, as pessoas passam fome por falta de acesso (seja monetário ou geográfico) aos alimentos, não por falta de comida no mundo. Deste modo, segundo ele, “não podemos ter ideologia no combate à fome”, diz.

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