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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

‘Não se imaginava tanta dificuldade com as reformas’

Equipe BR Político

Não se imaginava que o governo teria tanta dificuldade para aprovar as reformas, é o que avalia o presidente do Ipea, Carlos von Doellinger. Ele integra o grupo inicial de economistas que se reuniu em torno do futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, para elaborar o plano econômico do candidato Jair Bolsonaro. ” Talvez, nós, um tanto ingenuamente, achássemos que, ao se expor o quadro que surgia, haveria uma maior disposição (de apoiar as reformas), mas as dificuldades estão sendo maiores do que se imaginava”, disse em entrevista ao Estadão.

O resultado dessas dificuldades é que a recuperação da economia será mais lenta. Assim, o cenário de estagnação está mantido – a economia não crescerá mais de 1% este ano, prevê Doellinger. Para sair da paralisia, o caminho é insistir nas reformas, começando pela Previdência e seguindo com a do Orçamento (chamada por Guedes de “pacto federativo”), a tributária, a patrimonial (privatização e venda de ativos do governo), a redução da burocracia e a abertura comercial. Medidas como a liberação de contas inativas do FGTS são “paliativas”, afirmou Doellinger.