Imagem da Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

‘Não volto nem se o Trump me buscar’, diz deportado

Equipe BR Político

Mais um voo com deportados brasileiros, vindos dos Estados Unidos, aterrissou às 22h40 da sexta-feira, 14, no aeroporto de Confins, na região Metropolitana de Belo Horizonte. De acordo com informações da BH Airport, empresa que administra o aeroporto, 40 adultos e 40 crianças e adolescentes, desembarcaram na capital mineira.

“Você é tratado igual a um cachorro. Me senti humilhado. Você fica embaixo de uma lona, com frio. Te dão um cobertor que é uma folha de alumínio”, disse Breno Silva Coelho, de 33 anos,de Ipatinga, que foi tentar a sorte nos EUA com a mulher e o filho pequeno. “Adultos aguentam, mas essa situação, para crianças, é uma covardia. Não volto lá nem se o Trump me buscar”, disse, registra o Estadão.

O relato é semelhante ao de outros brasileiros deportados, conforme mostra reportagem do Estadão neste sábado, 15. A via crúcis dos brasileiros começou quando o governo americano ampliou o Protocolo de Proteção a Migrantes (MPP, na sigla em inglês), programa adotado pelo presidente Donald Trump. O MPP estabelece que os imigrantes devem permanecer no México enquanto tramitam seus pedidos de asilo nos EUA – antes, eles aguardavam julgamento em território americano.

No Itamaraty, o assunto é tratado como “tabu”. Nos bastidores, diplomatas brasileiros dizem que estão em contato com autoridades mexicanas e americanas e garantem que houve mobilização interna para dar algum tipo de assistência consular aos brasileiros. A diretriz do governo brasileiro, expressa na semana passada pelo chanceler Ernesto Araújo, é “não questionar as ações dos EUA”.

Tudo o que sabemos sobre:

deportaçãobrasileirosEUADonald Trump